Homem gay preso por se recusar a deixar o parceiro doente no hospital é pai da fundadora do weareatheism.com
Esta história esteve por toda a Internet hoje: Um homem gay foi preso em um hospital por se recusar a deixar seu parceiro doente, pois ele não era reconhecido como “membro da família”.
O que você talvez não saiba é que Roger Gorley, o homem que foi preso, é pai de Amanda Brown, uma das fundadoras do WeAreAtheism.com e coordenadora da conferência Reasonfest.
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Homem gay preso por se recusar a deixar o parceiro doente no hospital é pai da fundadora do weareatheism.com

Esta história esteve por toda a Internet hoje: Um homem gay foi preso em um hospital por se recusar a deixar seu parceiro doente, pois ele não era reconhecido como “membro da família”.

O que você talvez não saiba é que Roger Gorley, o homem que foi preso, é pai de Amanda Brown, uma das fundadoras do WeAreAtheism.com e coordenadora da conferência Reasonfest.

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Antropólogas sofrem assédio durante trabalho de campo
Antropólogas Assediadas
Nova pesquisa encontra alta incidência de assédio sexual e estupro entre mulheres realizando trabalho de campo antropológico.
Mais de 20% de mulheres bioantropólogas que participaram de uma nova pesquisa são vítimas de “assédio sexual físico ou contato sexual indesejado” durante o período de suas pesquisas científicas, principalmente pelas mãos de seus superiores (colegas de profissão) e até mesmo por parte de seus orientadores.
Depois de conversar com uma amiga que havia sido estuprada por um colega, a antropóloga Kathryn Clancy, da Universidade de Illinois, Urbana-Champaign, decidiu investigar o assunto mais profundamente. “Foi como um tapa na cara descobrir que isto estava ocorrendo com minhas amigas,” Clancy afirmou ao ScienceInsider. 
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Antropólogas sofrem assédio durante trabalho de campo

Antropólogas Assediadas

Nova pesquisa encontra alta incidência de assédio sexual e estupro entre mulheres realizando trabalho de campo antropológico.

Mais de 20% de mulheres bioantropólogas que participaram de uma nova pesquisa são vítimas de “assédio sexual físico ou contato sexual indesejado” durante o período de suas pesquisas científicas, principalmente pelas mãos de seus superiores (colegas de profissão) e até mesmo por parte de seus orientadores.

Depois de conversar com uma amiga que havia sido estuprada por um colega, a antropóloga Kathryn Clancy, da Universidade de Illinois, Urbana-Champaign, decidiu investigar o assunto mais profundamente. “Foi como um tapa na cara descobrir que isto estava ocorrendo com minhas amigas,” Clancy afirmou ao ScienceInsider

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Bulecast 07 – Feminismo (Parte 1)
Voltamos com mais um Bulecast e desta vez viemos para falar sobre o feminismo! Desde seus primórdios até alguns temas mais atuais, inclusive algumas polêmicas. Se você tem alguma crítica, alguma sugestão, reclamação, elogio, dúvida ou quiser complementar alguma coisa, nos mande um email para bulevoador@ligahumanista.org.br e ajude a enriquecer o Bulecast!

Participantes do Bule: Eduardo Patriota, Natasha Avital, Asa Heuser, Vanessa Prates, Robson Fernando e Adelino de Santi Jr.
Edição: Eduardo Patriota
Introdução: Marcelo De Franceschi
 
Ouça o Bulecast aqui.

Bulecast 07 – Feminismo (Parte 1)

Voltamos com mais um Bulecast e desta vez viemos para falar sobre o feminismo! Desde seus primórdios até alguns temas mais atuais, inclusive algumas polêmicas. Se você tem alguma crítica, alguma sugestão, reclamação, elogio, dúvida ou quiser complementar alguma coisa, nos mande um email para bulevoador@ligahumanista.org.br e ajude a enriquecer o Bulecast!

Participantes do Bule: Eduardo Patriota, Natasha Avital, Asa Heuser, Vanessa Prates, Robson Fernando e Adelino de Santi Jr.
Edição: Eduardo Patriota
Introdução: Marcelo De Franceschi
 
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PEC 33: jeitinho brasileiro do Congresso Nacional?
A PEC 33/2011, quase uma desconhecida até o dia 24 de abril último, quando a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados a aprovou, resumidamente, determina que as decisões do STF sobre controle concentrado de constitucionalidade de leis e atos normativos, dentre outros pontos*, possam ser submetidas ao Congresso nacional, que se discordar do Supremo, levará a questão a plebiscito. A proposta teve a assinatura de 219 deputados.
Dentre as tarefas da CCJ, a mais importante é analisar o aspecto de constitucionalidade dos projetos de lei, bem como analisar a admissibilidade de proposta de emenda à Constituição. Se o parecer aprovado por essa comissão for pelo arquivamento, o projeto será extinto de imediato, o que a torna uma das, se não a mais importante comissão da Câmara.
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PEC 33: jeitinho brasileiro do Congresso Nacional?

PEC 33/2011, quase uma desconhecida até o dia 24 de abril último, quando a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados a aprovou, resumidamente, determina que as decisões do STF sobre controle concentrado de constitucionalidade de leis e atos normativos, dentre outros pontos*, possam ser submetidas ao Congresso nacional, que se discordar do Supremo, levará a questão a plebiscito. A proposta teve a assinatura de 219 deputados.

Dentre as tarefas da CCJ, a mais importante é analisar o aspecto de constitucionalidade dos projetos de lei, bem como analisar a admissibilidade de proposta de emenda à Constituição. Se o parecer aprovado por essa comissão for pelo arquivamento, o projeto será extinto de imediato, o que a torna uma das, se não a mais importante comissão da Câmara.

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Defender a família é necessariamente defender aS famíliaS
Conservadores falam muito que estão promovendo a “defesa da família”, quando na verdade eles próprios são a ameaça à integridade da instituição familiar contemporânea. Dizem “defender a família” enquanto atacam e ameaçam diversos outros modelos de família possíveis.
Defendem um único modelo familial, heteronormativo e às vezes patriarcal, com um pai dotado de autoridade sobre a esposa e os filhos, a mãe como autoridade sobre as crianças – e às vezes submissa ao marido – e uma pequena quantidade de filhos – confira-se a maioria das imagens que, no Google Imagens, são encontradas com o termo “família cristã”. É um modelo historicamente centrado nas classes socioeconômicas euro-americanas dotadas de poder aquisitivo avantajado.
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Defender a família é necessariamente defender aS famíliaS

Conservadores falam muito que estão promovendo a “defesa da família”, quando na verdade eles próprios são a ameaça à integridade da instituição familiar contemporânea. Dizem “defender a família” enquanto atacam e ameaçam diversos outros modelos de família possíveis.

Defendem um único modelo familial, heteronormativo e às vezes patriarcal, com um pai dotado de autoridade sobre a esposa e os filhos, a mãe como autoridade sobre as crianças – e às vezes submissa ao marido – e uma pequena quantidade de filhos – confira-se a maioria das imagens que, no Google Imagens, são encontradas com o termo “família cristã”. É um modelo historicamente centrado nas classes socioeconômicas euro-americanas dotadas de poder aquisitivo avantajado.

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O fascismo de saber coisas
No último fim de semana eu passei parte do meu tempo bebendo cerveja e conversando com Sir Peter Blake sobre Kendo Nagasaki. Nesse fim de semana eu passei uma hora mordendo uma caneta como um cavalo Shire enquanto meu cérebro falhava em compreender um jornalista de quem eu estava sentado ao lado. Eu estava na QEDcon, numa mesa com o tema “A Ciência é a Nova Religião?”.
É o tipo de título popular com o pessoal da imprensa, como “a comédia é o novo rock and roll?” ou “tricô é a nova psoríase?”.
A resposta para “a ciência é a nova religião?” é obviamente sim, contanto que você redefina religião como sendo “um sistema auto-corretivo e baseado em evidências de explorar o universo que tenta desenterrar as leis e teorias menos incorretas que podem explicar o que existe ou pode existir enquanto ao mesmo tempo aceita que sempre deve haver espaço para dúvida e maiores questionamentos”.
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O fascismo de saber coisas

No último fim de semana eu passei parte do meu tempo bebendo cerveja e conversando com Sir Peter Blake sobre Kendo Nagasaki. Nesse fim de semana eu passei uma hora mordendo uma caneta como um cavalo Shire enquanto meu cérebro falhava em compreender um jornalista de quem eu estava sentado ao lado. Eu estava na QEDcon, numa mesa com o tema “A Ciência é a Nova Religião?”.

É o tipo de título popular com o pessoal da imprensa, como “a comédia é o novo rock and roll?” ou “tricô é a nova psoríase?”.

A resposta para “a ciência é a nova religião?” é obviamente sim, contanto que você redefina religião como sendo “um sistema auto-corretivo e baseado em evidências de explorar o universo que tenta desenterrar as leis e teorias menos incorretas que podem explicar o que existe ou pode existir enquanto ao mesmo tempo aceita que sempre deve haver espaço para dúvida e maiores questionamentos”.

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A discriminação entre dor e tato no cérebro humano em desenvolvimento.
A consciência é um dos maiores mistérios com que nos deparamos. Enfrentado pela filosofia há milênios, foi apenas muito recentemente considerada como um objeto legítimo de estudo científico. Essa mudança sem dúvida foi devida aos desenvolvimentos das ciências cognitivas e, principalmente, das neurociências que tiveram lugar nas últimas décadas. Hoje é muito difícil negar, frente a avassaladora montanha de dados comparativos, clínicos e das neurociências cognitivas, que o cérebro tenha um papel fundamental na gênese e manutenção das nossas memórias, da nossa capacidade de experienciar o mundo (e nossas ideias sobre ele) de uma perspectiva subjetiva e, por assim, dizer, do nosso senso de identidade pessoal. Mesmo as emoções, como mostram os estudos em neurobiologia comparativa que deram origem a áreas como a neurociência afetiva, são consensualmente aceitas como dependentes da atividade cerebral e, de certo modo, compartilhadas com outros mamíferos e vertebrados sendo a base de nossos sistemas atencionais e motivacionais [Veja os títulos recomendados no final].
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A discriminação entre dor e tato no cérebro humano em desenvolvimento.

A consciência é um dos maiores mistérios com que nos deparamos. Enfrentado pela filosofia há milênios, foi apenas muito recentemente considerada como um objeto legítimo de estudo científico. Essa mudança sem dúvida foi devida aos desenvolvimentos das ciências cognitivas e, principalmente, das neurociências que tiveram lugar nas últimas décadas. Hoje é muito difícil negar, frente a avassaladora montanha de dados comparativos, clínicos e das neurociências cognitivas, que o cérebro tenha um papel fundamental na gênese e manutenção das nossas memórias, da nossa capacidade de experienciar o mundo (e nossas ideias sobre ele) de uma perspectiva subjetiva e, por assim, dizer, do nosso senso de identidade pessoal. Mesmo as emoções, como mostram os estudos em neurobiologia comparativa que deram origem a áreas como a neurociência afetiva, são consensualmente aceitas como dependentes da atividade cerebral e, de certo modo, compartilhadas com outros mamíferos e vertebrados sendo a base de nossos sistemas atencionais e motivacionais [Veja os títulos recomendados no final].

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Descrença e Esperança – 2. Seria A Descrença Uma Fórmula Para O Desespero?
Com o conceito operacional de esperança esboçado no capítulo anterior em em mãos, posso agora voltar-me para a ideia de que a descrença é uma fórmula para o desespero. Imagino que esta ideia decorra, ao menos em parte, do fato de que realmente não há a menor margem para determinadas esperançassem algum tipo de crença espiritual ou sobrenatural para ampara-las. Por exemplo, se nenhuma crença em domínios ou entidades espirituais é verdadeira, então não pode haver(a) imortalidade de qualquer espécie (e portanto nenhum pós-vida livre de males e sofrimentos no Paraíso, e nenhuma reunião com amigos ou entes queridos falecidos) e (b)nenhuma garantia de que, em última instância, a justiça prevalecerá. Se nenhuma crença em domínios ou entidades espirituais é verdadeira, então a morte encerra permanentemente nossa experiência consciente – a nossa e as de nossos amigos e entes queridos. Portanto, mesmo se desejamos viver eternamente no Paraíso ou em outro lugar, ou rever nossos amigos e parentes falecidos, estas não são possibilidades vivas para os descrentes. E se nenhuma crença em domínios ou entidades espirituais é verdadeira, então também não existe nenhum poder ou pessoa sobrenatural para assegurar que em última instância a justiça prevalecerá. Portanto, embora desejemos estar certos de que a justiça prevalecerá, esta também definitivamente não é uma opção viva para os descrentes. Consequentemente, a condição (3) não pode ser satisfeita para qualquer dos resultados desejados, e portanto os descrentes não podem ter qualquer tipo de esperança em relação a tais resultados.
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Descrença e Esperança – 2. Seria A Descrença Uma Fórmula Para O Desespero?

Com o conceito operacional de esperança esboçado no capítulo anterior em em mãos, posso agora voltar-me para a ideia de que a descrença é uma fórmula para o desespero. Imagino que esta ideia decorra, ao menos em parte, do fato de que realmente não há a menor margem para determinadas esperançassem algum tipo de crença espiritual ou sobrenatural para ampara-las. Por exemplo, se nenhuma crença em domínios ou entidades espirituais é verdadeira, então não pode haver(a) imortalidade de qualquer espécie (e portanto nenhum pós-vida livre de males e sofrimentos no Paraíso, e nenhuma reunião com amigos ou entes queridos falecidos) e (b)nenhuma garantia de que, em última instância, a justiça prevalecerá. Se nenhuma crença em domínios ou entidades espirituais é verdadeira, então a morte encerra permanentemente nossa experiência consciente – a nossa e as de nossos amigos e entes queridos. Portanto, mesmo se desejamos viver eternamente no Paraíso ou em outro lugar, ou rever nossos amigos e parentes falecidos, estas não são possibilidades vivas para os descrentes. E se nenhuma crença em domínios ou entidades espirituais é verdadeira, então também não existe nenhum poder ou pessoa sobrenatural para assegurar que em última instância a justiça prevalecerá. Portanto, embora desejemos estar certos de que a justiça prevalecerá, esta também definitivamente não é uma opção viva para os descrentes. Consequentemente, a condição (3) não pode ser satisfeita para qualquer dos resultados desejados, e portanto os descrentes não podem ter qualquer tipo de esperança em relação a tais resultados.

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A imagem do humanismo é a classe média branca?
O texto abaixo foi publicado no site daAssociação Racionalista (RA), uma organização britânica com mais de 125 anos de existência. A  pergunta que dá título a este post é bem provocadora, e não tem sido abordada com a regularidade e consistência necessárias nas discussões sobre humanismo no Brasil. É importante observar, primeiramente, que o texto abaixo trata da realidade britânica. Ainda assim, ele nos diz muito. Embora o autor dê mais atenção ao aspecto de classe na percepção dele sobre os eventos humanistas em Londres, ele também trata da questão étnica. Afinal, a face organizada do humanismo — suas organizações e seus eventos — é uma face branca e de classe média? Eu acrescentaria: uma face masculina?
No caso do Brasil, o cenário parece-me bem parecido com o que o autor descreve em relação à Inglaterra. Em relação à LiHS, por exemplo: dados sobre autoidentificação étnica e sobre renda ainda estão por serem melhor levantados entre a base de membros, mas a composição por gênero aponta menos de 20% de mulheres entre filiados(as). Este é um ponto, em específico, que demanda outras abordagens, como o do histórico apartamento da mulher em relação ao espaço público, o que está refletido na própria dificuldade de se eleger representantes mulheres no país, a despeito de serem maioria na população.
Esta curta introdução, na verdade, tem o objetivo de contextualizar um fato tanto agradável quanto surpreendente: o texto abaixo foi escrito por um jovem de apenas 16 anos, chamado Carnun Marcus-Page. Ele tem um blog, Os Devaneios de um Jovem Ateu, e coordena um grupo na escola dele para promover discussões baseadas em racionalismo e livre reflexão. Marcus-Page está no começo do Ensino Médio e pretende seguir carreira na área da Física. Boa leitura.
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A imagem do humanismo é a classe média branca?

O texto abaixo foi publicado no site daAssociação Racionalista (RA), uma organização britânica com mais de 125 anos de existência. A  pergunta que dá título a este post é bem provocadora, e não tem sido abordada com a regularidade e consistência necessárias nas discussões sobre humanismo no Brasil. É importante observar, primeiramente, que o texto abaixo trata da realidade britânica. Ainda assim, ele nos diz muito. Embora o autor dê mais atenção ao aspecto de classe na percepção dele sobre os eventos humanistas em Londres, ele também trata da questão étnica. Afinal, a face organizada do humanismo — suas organizações e seus eventos — é uma face branca e de classe média? Eu acrescentaria: uma face masculina?

No caso do Brasil, o cenário parece-me bem parecido com o que o autor descreve em relação à Inglaterra. Em relação à LiHS, por exemplo: dados sobre autoidentificação étnica e sobre renda ainda estão por serem melhor levantados entre a base de membros, mas a composição por gênero aponta menos de 20% de mulheres entre filiados(as). Este é um ponto, em específico, que demanda outras abordagens, como o do histórico apartamento da mulher em relação ao espaço público, o que está refletido na própria dificuldade de se eleger representantes mulheres no país, a despeito de serem maioria na população.

Esta curta introdução, na verdade, tem o objetivo de contextualizar um fato tanto agradável quanto surpreendente: o texto abaixo foi escrito por um jovem de apenas 16 anos, chamado Carnun Marcus-Page. Ele tem um blog, Os Devaneios de um Jovem Ateu, e coordena um grupo na escola dele para promover discussões baseadas em racionalismo e livre reflexão. Marcus-Page está no começo do Ensino Médio e pretende seguir carreira na área da Física. Boa leitura.

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Núcleos Regionais da LiHS – Venha Fazer Parte!
Uma surpresa agradável que ocorreu ao longo da história da LiHS foi ver membros se reunindo espontaneamente em grupos regionais. Cada grupo tem lá suas razões para se reunir: conversar, participar de passeatas e protestos e até mesmo ajuda mútua quando necessário.
Estes núcleos regionais, assim sendo, foram sendo reconhecidos oficialmente pela LiHS. Representantes de cada núcleo passarão a ser parte da diretoria da LiHS, com o objetivo de interagirmos e compartilharmos informações e experiências. Assim como na LiHS, não há uma hierarquia dentro dos núcleos que não o representante principal e seu suplente. O funcionamento destes núcleos não obedece nenhum regimento imposto pela LiHS, sendo regidos pelos seus próprios membros.Leia mais aqui.

Núcleos Regionais da LiHS – Venha Fazer Parte!

Uma surpresa agradável que ocorreu ao longo da história da LiHS foi ver membros se reunindo espontaneamente em grupos regionais. Cada grupo tem lá suas razões para se reunir: conversar, participar de passeatas e protestos e até mesmo ajuda mútua quando necessário.

Estes núcleos regionais, assim sendo, foram sendo reconhecidos oficialmente pela LiHS. Representantes de cada núcleo passarão a ser parte da diretoria da LiHS, com o objetivo de interagirmos e compartilharmos informações e experiências. Assim como na LiHS, não há uma hierarquia dentro dos núcleos que não o representante principal e seu suplente. O funcionamento destes núcleos não obedece nenhum regimento imposto pela LiHS, sendo regidos pelos seus próprios membros.

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Preconceito contra garotas começa no útero
MICHIGAN (EUA) – Mulheres na Índia e em outras sociedades de dominação masculina têm maior tendência a procurar assistência pré-natal quando estão grávidas de meninos, revelam novos estudos.
A prática da discriminação de gênero ainda no útero tem implicações na saúde e na sobrevivência das meninas. “Isso pinta um quadro bastante horrendo da situação”, diz Leah Lakdawala, professora assistente de economia na Michigan State University.
Ao estudar os dados do senso de saúde nacional de mais de 30.000 indianos, a pesquisadora descobriu que mulheres grávidas de meninos estão mais propensas a ir a consultas médicas pré-natais, tomar suplementos de ferro, fazer o trabalho de parto em facilidades médicas (ao invés de em casa) e de receber vacina contra o tétano.
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Preconceito contra garotas começa no útero

MICHIGAN (EUA) – Mulheres na Índia e em outras sociedades de dominação masculina têm maior tendência a procurar assistência pré-natal quando estão grávidas de meninos, revelam novos estudos.

A prática da discriminação de gênero ainda no útero tem implicações na saúde e na sobrevivência das meninas. “Isso pinta um quadro bastante horrendo da situação”, diz Leah Lakdawala, professora assistente de economia na Michigan State University.

Ao estudar os dados do senso de saúde nacional de mais de 30.000 indianos, a pesquisadora descobriu que mulheres grávidas de meninos estão mais propensas a ir a consultas médicas pré-natais, tomar suplementos de ferro, fazer o trabalho de parto em facilidades médicas (ao invés de em casa) e de receber vacina contra o tétano.

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Descrença E Esperança – 1. O Conceito de Esperança
Há diversas razões pelas quais as pessoas apegam-se a suas crenças em coisas sobrenaturais. Várias dessas razões, penso eu, são psicológicas – as pessoas se apegam a crenças sobrenaturais porque não possui-las seria psicologiamente inaceitável de alguma maneira (ou de várias maneiras). Em outras palavras, elas tem – ou pensam que tem – certas necessidades psicológicas que não poderiam ser satisfeitas se elas não se apegassem a algum tipo de crença sobrenatural. Por exemplo, minha madrasta disse-me inúmeras vezes que ela tem que acreditar em Deus porque ela tem que acreditar que voltará a ver seus falecidos pais. Um exemplo mais extremo aqui é a tendência das pessoas a pensar que, sem a crença no sobrenatural, elas não seriam capazes de ter absolutamente nenhuma esperança. A descrença, elas pensam, é “uma fórmula para o desespero”. Esta visão da descrença provavelmente origina-se da crença de que a crença em Deus, ou pelo menos em algum poder sobrenatural, é “A” fonte ou o fundamento da esperança. Pois se se acreditar nisto, a rejeição do sobrenatural equivale à rejeição da fonte ou fundamento da esperança, o que torna a esperança impossível e o desespero a única reação apropriada.
Leia mais aqui.

Descrença E Esperança – 1. O Conceito de Esperança

Há diversas razões pelas quais as pessoas apegam-se a suas crenças em coisas sobrenaturais. Várias dessas razões, penso eu, são psicológicas – as pessoas se apegam a crenças sobrenaturais porque não possui-las seria psicologiamente inaceitável de alguma maneira (ou de várias maneiras). Em outras palavras, elas tem – ou pensam que tem – certas necessidades psicológicas que não poderiam ser satisfeitas se elas não se apegassem a algum tipo de crença sobrenatural. Por exemplo, minha madrasta disse-me inúmeras vezes que ela tem que acreditar em Deus porque ela tem que acreditar que voltará a ver seus falecidos pais. Um exemplo mais extremo aqui é a tendência das pessoas a pensar que, sem a crença no sobrenatural, elas não seriam capazes de ter absolutamente nenhuma esperança. A descrença, elas pensam, é “uma fórmula para o desespero”. Esta visão da descrença provavelmente origina-se da crença de que a crença em Deus, ou pelo menos em algum poder sobrenatural, é “A” fonte ou o fundamento da esperança. Pois se se acreditar nisto, a rejeição do sobrenatural equivale à rejeição da fonte ou fundamento da esperança, o que torna a esperança impossível e o desespero a única reação apropriada.

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O racismo da defesa exclusivista do molde “cristão” de família
Um detalhe que poucos percebem nos esforços do fundamentalismo cristão de “defender a família” é o caráter racista dessa defesa e o eurocentrismo do modelo familial dito “cristão”. Os militantes conservadores consideram “pecaminosos” e “desviados” aqueles modelos de família que destoem do padrão branco-europeu e burguês de um casal heterossexual monogâmico acompanhado de poucos filhos.
Esse racismo pode ser percebido por pelo menos dois meios: primeiro, a negação e demonização de padrões africanos, ameríndios e asiáticos de família em promoção do padrão típico da burguesia euro-americana; segundo, a própria exibição imagética de “famílias cristãs” quase sempre brancas e vestidas de acordo com os costumes europeus modernos em qualquer um dos membros da família.
Não se enxerga nessa “defesa da família” a diversidade de organizações familiais ao redor do mundo.
Leia mais aqui.

O racismo da defesa exclusivista do molde “cristão” de família

Um detalhe que poucos percebem nos esforços do fundamentalismo cristão de “defender a família” é o caráter racista dessa defesa e o eurocentrismo do modelo familial dito “cristão”. Os militantes conservadores consideram “pecaminosos” e “desviados” aqueles modelos de família que destoem do padrão branco-europeu e burguês de um casal heterossexual monogâmico acompanhado de poucos filhos.

Esse racismo pode ser percebido por pelo menos dois meios: primeiro, a negação e demonização de padrões africanos, ameríndios e asiáticos de família em promoção do padrão típico da burguesia euro-americana; segundo, a própria exibição imagética de “famílias cristãs” quase sempre brancas e vestidas de acordo com os costumes europeus modernos em qualquer um dos membros da família.

Não se enxerga nessa “defesa da família” a diversidade de organizações familiais ao redor do mundo.

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Evidências do aquecimento global antropogênico
Um dos maiores mitos acerca do aquecimento global diz respeito ao não consenso na comunidade científica da existência desse fenômeno. Entretanto, o aquecimento global é um fato e é consenso na comunidade científica. Além disso, existem evidências suficientes para alegar que o aquecimento global atual é, em grande parte, consequência de ações humanas.
O processo de publicação em periódicos científicos internacionais ocorre através de um escrutínio no qual outros pesquisadores da mesma área avaliam a possibilidade ou não de publicação de um artigo (chamado de avaliação por pares). Nesse sentido, a possibilidade de existir uma conspiração acerca do aquecimento global é uma alegação que exige provas. A maioria dos negacionistas não apresentam as evidências da conspiração, tampouco dados que refutem os dados empíricos e os obtidos através de simulações dos modelos climáticos.  Este texto tem o objetivo de mostrar, embora de maneira não exaustiva, que: i) o fenômeno do aquecimento global é consenso na literatura científica, e ii) existem evidências suficientes para sustentar a conclusão de que o aquecimento global dos últimos 50 anos têm uma causa majoritariamente antropogênica.
Um levantamento dos artigos publicados entre os anos de 1993 e 2003 realizado por Oreskes & Peiser [1] demonstrou não existir sequer um artigo publicado nesse ínterim que rejeitasse a proposição de que o aquecimento global tem causa antropogênica. Enquanto 75% dos trabalhos concordaram com essa posição, os 25% restantes não comentaram diretamente sobre a causa do aquecimento (focaram nos método ou nas análises paleoclimáticas). Vale ressaltar que só foram levados em consideração nesse levantamento os artigos publicados através de uma avaliação por pares.
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Evidências do aquecimento global antropogênico

Um dos maiores mitos acerca do aquecimento global diz respeito ao não consenso na comunidade científica da existência desse fenômeno. Entretanto, o aquecimento global é um fato e é consenso na comunidade científica. Além disso, existem evidências suficientes para alegar que o aquecimento global atual é, em grande parte, consequência de ações humanas.

O processo de publicação em periódicos científicos internacionais ocorre através de um escrutínio no qual outros pesquisadores da mesma área avaliam a possibilidade ou não de publicação de um artigo (chamado de avaliação por pares). Nesse sentido, a possibilidade de existir uma conspiração acerca do aquecimento global é uma alegação que exige provas. A maioria dos negacionistas não apresentam as evidências da conspiração, tampouco dados que refutem os dados empíricos e os obtidos através de simulações dos modelos climáticos.  Este texto tem o objetivo de mostrar, embora de maneira não exaustiva, que: i) o fenômeno do aquecimento global é consenso na literatura científica, e ii) existem evidências suficientes para sustentar a conclusão de que o aquecimento global dos últimos 50 anos têm uma causa majoritariamente antropogênica.

Um levantamento dos artigos publicados entre os anos de 1993 e 2003 realizado por Oreskes & Peiser [1] demonstrou não existir sequer um artigo publicado nesse ínterim que rejeitasse a proposição de que o aquecimento global tem causa antropogênica. Enquanto 75% dos trabalhos concordaram com essa posição, os 25% restantes não comentaram diretamente sobre a causa do aquecimento (focaram nos método ou nas análises paleoclimáticas). Vale ressaltar que só foram levados em consideração nesse levantamento os artigos publicados através de uma avaliação por pares.

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Brincar com jogos “de meninos” poderia ajudar as meninas em ciência e matemática?
Um artigo de revisão revela que homens ainda possuem melhores habilidades espaciais do que as mulheres – isso poderia ser explicado por diferenças individuais na identificação com os papéis de gênero.
As obervações de que os homens, aparentemente, são superiores às mulheres em alguns campos de estudos acadêmicos motivou uma gama de pesquisas que esperam lançar luz sobre se essas observações poderiam ser atribuídas à “natureza ou à criação”. Embora não haja diferenças na inteligência geral entre os sexos, estudos dos últimos 35 anos têm revelado, consistentemente, que, no geral, os homens saem-se bem melhor em testes envolvendo habilidades espaciais do que as mulheres. Essas diferenças podem ter algo a ver com o porquê de ainda existirem tão poucas mulheres no ensino superior estudando ciência, tecnologia, engenharia e matemática – todos assuntos em que possuir boas habilidades espaciais ajuda.
Uma avaliação mais profunda, entretanto, mostra que isso pode ser uma simplificação exagerada dos fatos. Um novo artigo de revisão, publicado no periódico da editora Springer, Sex Roles, lança luz em um dos fatores que contribuem para as diferenças, entre os gêneros, nas habilidades espacias: os papéis de gênero. Embora crianças nasçam meninos ou meninas, indivíduos diferem em seu nível de identificação com a masculinidade e feminilidade e quanto ao seu endosso aos papéis de gênero masculinos e femininos. A revisão foi levada a cabo por David Reilly e David Neumann da Universidade Griffith, em Queensland, na Austrália.
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Brincar com jogos “de meninos” poderia ajudar as meninas em ciência e matemática?

Um artigo de revisão revela que homens ainda possuem melhores habilidades espaciais do que as mulheres – isso poderia ser explicado por diferenças individuais na identificação com os papéis de gênero.

As obervações de que os homens, aparentemente, são superiores às mulheres em alguns campos de estudos acadêmicos motivou uma gama de pesquisas que esperam lançar luz sobre se essas observações poderiam ser atribuídas à “natureza ou à criação”. Embora não haja diferenças na inteligência geral entre os sexos, estudos dos últimos 35 anos têm revelado, consistentemente, que, no geral, os homens saem-se bem melhor em testes envolvendo habilidades espaciais do que as mulheres. Essas diferenças podem ter algo a ver com o porquê de ainda existirem tão poucas mulheres no ensino superior estudando ciência, tecnologia, engenharia e matemática – todos assuntos em que possuir boas habilidades espaciais ajuda.

Uma avaliação mais profunda, entretanto, mostra que isso pode ser uma simplificação exagerada dos fatos. Um novo artigo de revisão, publicado no periódico da editora SpringerSex Roles, lança luz em um dos fatores que contribuem para as diferenças, entre os gêneros, nas habilidades espacias: os papéis de gênero. Embora crianças nasçam meninos ou meninas, indivíduos diferem em seu nível de identificação com a masculinidade e feminilidade e quanto ao seu endosso aos papéis de gênero masculinos e femininos. A revisão foi levada a cabo por David Reilly e David Neumann da Universidade Griffith, em Queensland, na Austrália.

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